Um pouco de mim


Meu e-mail


Eu sou o sorriso sem dentes do meu filho e seu elefantinho de pelúcia. Um beijo inesperado e sorvete chicabom. Eu sou a timidez dos muito autocríticos, sou muitas janelas ao mesmo tempo. Sou casa com quintal e árvores frondosas. Sou leitura inconclusa e sou muitos livros abertos e inacabados. Eu não sou franqueza demais, não sou dia, não sou verão, muito menos sol tropical. Não sou esqualidez. Sou portas e janelas sempre destrancadas. Sou casa cheia de gente, sou filha, sou mãe. Ás vezes sou sozinha, sou sem vínculos. Sou preguiça, ócio e olhar parado. Sou escuta que fala. Sou quem odeia cobrar. Sou mais estrada do que muro, queria ser ponte. Sou improviso total, sou cena de filme B, sou Almodóvar, Cortázar, Kundera, Clarice, Leminski, Rubem Alves, Manoel de Barros, Pessoa, Astrologia, Jobim. Queria ser Borges, Castaneda, Proust, Música, Física, Tarkovski, Samurai, Beleza e Boa Forma. Não sou Folga, mas sou frouxidão. Sou mais Grito que Sussurro. Cheiro de terra molhada, pardal na janela e amigos feito os meus. Sou os olhos da Laís, a mãos do Gruen, a força da Simone. Sou a delicadeza rude do Radamés. Sou o silêncio da Karina. Sou perdão e sou querida. Sou querer e sou adorar. Sou a dor de cabeça da Dalva, o baralho do Tony. A determinação da Tainá e a enorme ternura da Krighia. Sou o amor do Akio. Sou a soma de todos os meus amores. Posso não ser ninguém e ainda assim continuar sendo essa.

Arquivo 2003/2006

2003-novembro

Visite também: Nalu





Pegue o selo aqui
Nalu Aline


Site Meter

Nalu/Mulher/32. Belo Horizonte/MG, fala 

português e 

espanhol. Gasta 40% de seu dia online. Usa uma conexão rápida (128k-512k). E gosta de literatura/cinema.
This is my blogchalk:
Brazil, MG, Belo Horizonte, Nova Gameleira, Portuguese, Spanish, Nalu, Female, 31-35, literatura, cinema.


Powered by Blogger

29.6.07

[...]Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.[...]

[...]Cuando el jilguero no puede cantar.
Cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
"Caminante no hay camino,
se hace camino al andar..." [...]
Antônio Machado
(1875-1939)